sábado, 31 de outubro de 2015

Faltas do dia do exame


Ong debate formação de condutores

A convite da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, o Observatório Nacional de Segurança Viária, ONG referência na promoção de subsídios técnicos para o desenvolvimento seguro do trânsito em prol do cidadão, realizou um profundo estudo sobre o modelo atual da formação do condutor no país. Vários órgãos e entidades ligados ao trânsito foram ouvidos, com a intenção de dar início a um processo de mudança nesse cenário, com a intenção de diminuir o número de mortos e feridos pelo trânsito do país.
Para o presidente do Observatório, José Aurélio Ramalho, os ensinamentos oferecidos pelos Centros de Formação de Condutores ou mesmo nas autoescolas não abrangem toda a questão do trânsito no país. “Não há uma uniformidade no país nos conceitos repassados pelos instrutores e examinadores. A avaliação dos riscos, a tomada de decisão, a direção defensiva, entre outros aspectos precisam ser ensinados de forma indistinta a todos os candidatos a uma Habilitação”, adverte Ramalho.
O estudo intitulado Formação do Condutor – 2015  revisou todo processo de formação do condutor brasileiro nos dias atuais. Desde a metodologia das aulas teóricas, pré práticas (atuais aulas com simuladores) e práticas, a formação do instrutor e do examinador, o exame psicológico, de aptidão física e mental, incluindo a PPD (Permissão Para Dirigir), o documento de permissão para funcionamento de um CFC (Centro de Formação de Condutores e Autoescolas), toda a legislação que embasa a formação do condutor, todas as etapas estabelecidas pela lei e suas prerrogativas.
Ele aponta o que é preciso ser revisto e mudado para melhorar a atual formação desse condutor nas diversas áreas do saber e também da psicologia e da medicina. Os mais de dez técnicos envolvidos (uma equipe multidisciplinar) propõem que aja um vínculo mínimo e uma sequência lógica de estudo entre a teoria, a pré prática e a prática embasados por um processo de ensino-aprendizagem que tenha critérios, obrigatoriedades, procedimentos e parâmetros pedagógicos com planos de aulas e um acompanhamento dos órgãos fiscalizadores e de toda sociedade.
Porém, a pergunta que hoje nós queremos responder é: QUE TIPO DE CONDUTOR NÓS QUEREMOS NO BRASIL? Para isso, o Estudo define que a formação do condutor no Brasil deve garantir três itens básicos para o aluno:
– que ele consiga reconhecer a informação que lhe é dada pelo ambiente que ele transita;
– que ele consiga tratar e entender essa informação do que está ocorrendo ao redor avaliando o risco de um acidente e;
– que ele consiga reagir e evitar, com destreza e conhecimento (provindos da sua formação), as possíveis situações de risco.